Das atividades:
§7º. A APAKA promoverá palestras ocasionais alertando seus associados, vítimas em potencial, sobre o perigo da aquisição de uma KOMBI antiga. Nessas ocasiões, os sócios recuperados darão o testemunho de seu sofrimento, narrando as dificuldades financeiras que enfrentaram, seus dramas pessoais e a forma como recuperaram o amor próprio ao se desfazerem de suas KOMBIS antigas, sempre com perdas irreparáveis.
§8º. Mensalmente a APKA realizará uma “Sessão do Desmonte”, na qual os associados queimarão fotos e destruirão peças trocadas de suas KOMBIS antigas. Nessa ocasião eles receberão a “Grande Logo VW frontal da KOMBI Antiga” que os ajudará a livrar-se aos poucos das lembranças obscuras.
Das obrigações:
§9º. Ao ingressar na APKA, os membros se comprometem solenemente a cumprir o juramento da instituição: “Prometo não me envolver com qualquer forma de atividade ligada a KOMBIS antigas; a não comparecer a qualquer reunião, salão, exposição ou qualquer evento envolvendo KOMBIS antigas; a não visitar ferros-velhos; a não fazer assinaturas nem adquirir em banca revistas que tratem do tema “KOMBI ANTIGA” e, acima de tudo, para o seu bem estar e de toda sua família, a jamais sucumbir à tentação de adquirir mais uma KOMBI antiga. Hei de vencer!”.
Do auxílio mútuo:
§10. Os associados, baseados no conhecimento de uma Lei de Murphy que diz “não é justo que fiquemos com o nosso próprio dinheiro”, prometem dedicar-se inteiramente à defesa dos interesses dos associados, evitando que façam compras inopinadas, principalmente as que ocorram à revelia da família e da orientação de seus verdadeiros amigos.
§11. Caso um associado em um surto alucinógeno adquira mais uma KOMBI antiga, seus companheiros de infortúnio lhe darão todo o apoio para que se livre dela antes que os prejuízos se estendam além do suportável e este tenha que vendar sua primeira KOMBI.
Adptado do original AVICA disponível no Fórum FNVA.
A fictícia APKA é uma associação que veio em socorro aos kombeiros convictos de todo Brasil. Se você acredita ser portador de Antigokombilite Aguda, leia esse post e, caso se confirme o diagnóstico, associe-se!
A crônica a seguir é uma adaptação do original AVICA disponível no Fórum FNVA.
Da definição:
§ 1º. A Associação dos Proprietários de Kombis Antigas, doravante chamada APKA, é uma associação sem fins lucrativos (por motivos óbvios) que tem o propósito de congregar indivíduos com diagnóstico de Síndrome de AntigoKOMBIlite Aguda, doença que se caracteriza pela sistemática aquisição intempestiva e mal concretizada de KOMBIS antigas, invariavelmente provocando traumas econômicos e/ou psicológicos nas vítimas e seus familiares.
Da associação:
§ 2º. Poderão ser sócios da APKA quaisquer indivíduos que tenham transformado a aquisição de uma KOMBI antiga em um drama familiar, particularmente aqueles que, em função de uma malfadada aquisição, ou de uma tentativa de restauração ainda pior, passaram a ter dificuldade de relacionamento com a sociedade e apresentam intensos sintomas de depressão pós-compra.
§3º. Serão considerados sócios honorários da APKA todos os indivíduos, brasileiros ou estrangeiros, que comprovarem perda patrimonial igual ou superior a 30 salários mínimos na aquisição de KOMBIS antigos, despesa considerada a partir do momento em que a vítima demonstrou interesse pelo que deveria ser um “hobby” e transformou-se em uma tragédia.
§4º. Os associados que estiverem com síndrome de abstinência, isto é, que apesar de terem sido afligidos por intensos sofrimentos ainda insistam em adquirir outra KOMBI antiga, terão acompanhamento psicológico dos sócios curados, assim considerados aqueles que possuem agora , apenas uma KOMBI antiga há mais de cinco anos. O tratamento inicial será realizado em uma carcaça de KOMBI 1975, gentilmente cedida por um antigomobilista anônimo que já foi curado.
Da organização:
§5º. A diretoria da APKA será composta de uma presidência, um conselho consultivo e 2 departamentos de vítimas: a de KOMBIS Alemãs, a de KOMBIS nacionais. Nesta última concentram-se os casos mais graves registrados.
Da sede:
§6º. A APKA não possui sede própria, pois, se tivesse, certamente já teria sido penhorada para pagar dívidas dos associados. As reuniões são realizadas em locais aprazíveis, normalmente em áreas inóspitas, onde não possam ser encontrados KOMBIS antigas para evitar má influência sobre os sócios traumatizados.
Já pensou em ter sua Kombi restaurada pela própria Volkswagen? Pois é, poucos terão esse privilégio. A montadora lançou em Hannover, na Alemanhã, uma oficina exclusiva para restauração das peruas. O serviço será realizado apenas em exemplares da própria companhia ou de clientes particulares. O espaço tem 7 mil m² e pode atender até 100 carros por ano. Não custa nada sonhar, não é?
Conhecido por suas andanças pela região central do País, o sertanista Orlando Villas Bôas adorava dirigir. Entre uma expedição e outra, enquanto abria caminho para o diálogo entre governo e nações indígenas, conheceu Schultz Wenk, o primeiro presidente da Volkswagen do Brasil, de quem virou amigo.
Isso abriu as portas da empresa para Orlando que, em 1974, ganhou da VW uma Kombi zero-km azul muito bem equipada. Além dos itens de conforto e segurança da época, o carro tem pia, guarda-roupa, armário para louça, mesa e bancos que podem se transformar em cama.

“A adaptação foi feita dentro da própria linha de montagem e está do jeito que saiu da fábrica”, diz Noel Villas Bôas, o filho mais novo do sertanista. “Traz também bloqueio do eixo traseiro e uma estrutura de aço na dianteira, para o caso de meu pai precisar desse recurso na mata.”
Mas a Kombi de Orlando nunca saiu do asfalto. Foram quase 100 mil quilômetros rodados por diversas regiões do País. “O trajeto mais comum era sair de São Paulo rumo à Brasília com o carro carregado de comida e medicamentos para serem distribuídos no Xingu”, afirma Noel. “Como era impossível chegar de carro lá, íamos até o aeroporto do Distrito Federal e pegávamos um avião da FAB até nosso destino final.”
Após a morte de Orlando, em 2002, Noel ficou responsável pela Kombi. “Era o carro de que meu pai mais gostava. Fizemos questão de guardá-lo, apesar de ele não rodar.”
O modelo havia ido para a rua pela última vez em 2009, depois de ficar oito anos parado. “Foi só trocar a bateria e encher os pneus que ele foi embora”, conta Noel. Agora a Kombi é cuidada por um amigo da família que também é amante de antigos. “Vender, nem pensar”, diz ele.

Fonte
Via Kombi Clube Curitiba
No dia a dia, Paulo Kakinoff anda a bordo de um A7 Sportback, modelo com motor V6 de 300 cv, tabelado a partir de R$ 323.900. Mas o xodó do presidente da Audi no Brasil é uma Volkswagen Kombi 1959, que surgiu em sua vida de forma inusitada.
A primeira vez que o executivo, que já trabalhou na Volks, ouviu falar de Giselda, como ele chama a perua (em homenagem à galinha do personagem Chico Bento), foi quando um colega o visitou e viu a miniatura do carro em seu escritório. O visitante contou que um conhecido tinha um modelo idêntico, até com as mesmas cores.
“Eu já estava atrás de uma Kombi. Bastava ser bem conservada. Mas como era igual à minha miniatura, quis logo vê-la”, diz Kakinoff.
E o primeiro contato com o dono anterior, um médico, não foi nada animador. “Ele havia investido muito nela. Reformou toda, conseguiu a placa preta e não queria vendê-la por nada”, diz. Um ano depois disso a mãe de Kakinoff adoeceu e foi parar no mesmo hospital em que o médico trabalhava. “Retomamos o contato e surgiu uma grande amizade.” Mais um ano se passou (2004) e o ex-dono finalmente decidiu se desfazer do carro.
O executivo afirma que a Kombi estava em excelente estado. O modelo havia rodado cerca de 15 mil km – atualmente está com pouco mais de 18 mil.
Logo a Volks ganhou o coração da família de Kakinoff. “Quando era jovem, meus pais passaram por uma crise financeira e venderam tudo, só sobrou uma Kombi. Foi uma fase de muita união entre nós. Por isso, esse carro despertou carinho de todos.”
Durante uma temporada na Alemanha, o executivo foi garimpando acessórios para Giselda. Ela ganhou painel de porcelana e bagageiro, entre outros itens.
O carro é usado apenas em passeios. Entre seus programas preferidos, Kakinoff costuma levar os amigos para almoçar nos fins de semana ou as sobrinhas para passear. Sempre de Kombi.
Fonte
Via Kombi Clube Curitiba